Roupa leve que cubra ombros e joelhos, um casaco para as noites de inverno, sapatos para a areia e um lenço que serve para tudo. A lista prática do que levar para o Egito, com dicas para mulheres e para a mala de inverno.
Fazer a mala para o Egito parece fácil (é calor, certo?), mas quem já lá esteve sabe que há mais nuances do que parece. A resposta curta à pergunta sobre o que levar para o Egito é esta: roupa leve e larga que cubra ombros e joelhos, um casaco para as manhãs e noites frescas, sapatos fechados e confortáveis, proteção a sério contra o sol e um lenço grande, que vai servir para tudo. A partir daqui, é afinar consoante a época do ano, o roteiro e o tipo de viagem. Juntámos tudo numa lista prática, pensada para quem parte de Portugal.
O que levar para o Egito: o essencial em dez linhas
Se só tiver tempo para ler uma secção, que seja esta:
- calças leves e largas, de linho ou algodão;
- camisas e t-shirts que cubram os ombros, de preferência de manga comprida ou a três quartos;
- um lenço ou pashmina grande;
- um casaco leve ou uma camisola quente, mesmo no outono e na primavera;
- sapatos fechados e confortáveis, já usados, e umas sandálias;
- chapéu de aba larga e óculos de sol;
- protetor solar de fator alto e protetor labial;
- uma garrafa reutilizável e uma pequena farmácia de viagem;
- uma bolsa que feche bem, para o dia a dia;
- fato de banho, se o roteiro incluir hotel com piscina, cruzeiro ou o mar Vermelho.
O que vestir no Egito: a regra dos ombros e joelhos
O Egito é um país maioritariamente muçulmano e conservador nos costumes, e o MNE, nos conselhos aos viajantes do Portal das Comunidades, recomenda bom senso no vestuário, para não ferir suscetibilidades. Na prática, isto traduz-se numa regra simples para fora dos hotéis e das praias: ombros e joelhos cobertos, roupa sem decotes nem transparências.
A boa notícia é que esta regra coincide com o que é mais confortável no calor. Roupa larga de fibras naturais respira melhor, protege a pele do sol e evita escaldões nos ombros, que são o primeiro sítio a queimar numa manhã em Karnak ou em Gizé. Os egípcios, aliás, vestem-se assim há séculos por bons motivos.
Nos hotéis, nos barcos de cruzeiro e nas estâncias de praia do mar Vermelho, o ambiente é mais descontraído e o fato de banho é normal junto à piscina. Basta levar algo para vestir por cima quando sair dessas zonas.
Roupa no Egito para mulher
As viajantes costumam perguntar se é preciso cobrir o cabelo. Na rua, nos monumentos e nos museus, não é: o lenço na cabeça só é pedido à entrada das mesquitas. Mas o lenço grande é, provavelmente, a peça mais útil da mala. Serve para cobrir os ombros quando faz falta, para proteger a cabeça e o pescoço do sol, para tapar a cara numa rajada de vento com areia e como manta no avião ou no comboio noturno.
Algumas sugestões que funcionam bem:
- saias compridas ou vestidos pelo tornozelo, frescos e práticos;
- calças largas de linho ou de algodão, em vez de leggings ou calções curtos;
- camisas de manga comprida que se podem arregaçar, por cima de uma camisola de alças;
- tecidos opacos e cores claras, que refletem o calor;
- roupa interior confortável, que aguente dias de muitos passos e de calor.
Vestir de forma discreta não evita todas as abordagens, mas ajuda a passar mais despercebida e a sentir-se mais à vontade, sobretudo nos mercados e fora dos circuitos mais turísticos. Falamos destes temas com mais calma no artigo O Egito é seguro?.
E para homem
Para os homens, a regra é parecida, só que mais leve: calças compridas ou bermudas abaixo do joelho, t-shirts e camisas sem cavas. Os calções curtos e as camisolas de alças ficam para o hotel e para a praia. Nas mesquitas, pede-se calça comprida e ombros cobertos.
Mesquitas e igrejas coptas
Se o roteiro incluir o Cairo islâmico ou o bairro copta, leve sempre consigo o lenço e uma peça que cubra braços e pernas. À entrada das mesquitas tira-se o calçado; umas meias na mala do dia tornam o chão de pedra mais agradável. Em alguns locais emprestam túnicas ou lenços à porta, mas é melhor não contar com isso.
Mala para o Egito no inverno
Este é o grande erro de quem faz a mala a pensar apenas em "calor". No inverno, os dias no Egito são agradáveis e soalheiros, mas as manhãs e as noites podem ser frescas, sobretudo no deserto, no Cairo e em cima de água. Quem acorda de madrugada para um passeio de balão em Luxor, quem dorme num acampamento no deserto ou quem fica no convés de um barco ao fim da tarde agradece ter trazido um casaco.
Para uma mala de inverno, junte à lista base:
- uma camisola quente ou um polar leve;
- um casaco corta-vento, fácil de dobrar;
- calças compridas para todos os dias (deixe as bermudas para os passeios ao meio-dia);
- meias quentes e, se for dormir no deserto, um gorro;
- pijama quente, porque nem todos os alojamentos têm aquecimento.
A técnica que funciona é a das camadas: sair de manhã agasalhado e ir tirando peças à medida que o sol aquece. Uma mochila pequena, onde caibam o casaco e o lenço, faz toda a diferença. Para saber com mais rigor como varia o tempo ao longo do ano, convém consultar a previsão para as cidades do seu roteiro na semana da partida.
No verão: menos peças, mais proteção
No verão, o calor no Alto Egito é intenso e as visitas fazem-se cedo, logo de manhã, ou ao fim da tarde. A mala é mais leve, mas a regra de cobrir ombros e joelhos mantém-se fora dos hotéis. Prefira tecidos muito leves, cores claras e um chapéu de aba larga a sério, que proteja também a nuca. Um pequeno leque ou um lenço que possa molhar ajuda nas horas de maior calor.
Calçado: o que os pés vão agradecer
No Egito anda-se muito, e quase sempre em pisos irregulares: lajes de templos, rampas de túmulos, areia, calçadas antigas. Leve:
- sapatilhas ou sapatos de caminhada leves, fechados e já usados, para os dias de monumentos e deserto;
- sandálias confortáveis com sola firme, para os fins de tarde e para o barco;
- chinelos, se houver piscina ou mar.
Os sapatos fechados protegem da areia quente e das pedras soltas, e são mais confortáveis nas descidas para os túmulos do Vale dos Reis, onde o chão pode ser íngreme.
Sol, calor e pó
O sol do Egito não perdoa, mesmo em dezembro. Na bolsa do dia, não podem faltar:
- protetor solar de fator alto e protetor labial;
- óculos de sol que protejam bem dos raios UV;
- chapéu (ou o tal lenço);
- garrafa de água reutilizável, para encher com água engarrafada, já que o MNE aconselha a não beber água da torneira;
- toalhitas e gel desinfetante, úteis antes de comer;
- lenços de papel, porque nem todas as casas de banho os têm.
Farmácia de viagem
Uma pequena bolsa com o básico evita correrias à procura de uma farmácia:
- os seus medicamentos habituais, em quantidade suficiente para a viagem, na embalagem original e com a receita;
- algo para dores de cabeça e febre;
- medicamentos para perturbações intestinais e sais de reidratação, porque a mudança de alimentação é o problema de saúde mais comum entre viajantes;
- repelente de insetos, sobretudo para os fins de tarde junto ao Nilo;
- pensos rápidos e um creme para escaldões.
Antes de partir, vale a pena marcar uma consulta do viajante. O MNE recomenda, entre outras, as vacinas da hepatite A e da febre tifoide, além de ter em dia a do tétano. E não se esqueça do seguro de viagem com despesas médicas.
Tecnologia: carregadores, tomadas e o que deixar em casa
Boa notícia para quem vem de Portugal: no Egito, as tomadas são, em regra, dos mesmos tipos das portuguesas (C e F, a 220 volts), pelo que normalmente não precisa de adaptador. Ainda assim, uma extensão pequena com várias entradas dá jeito em quartos com poucas tomadas.
Leve também:
- bateria externa, para os dias longos de fotografias;
- cabo de reserva do telemóvel;
- cartão de memória extra para a máquina fotográfica.
E deixe o drone em casa. O uso de drones no Egito exige autorização das autoridades e há muitos relatos de aparelhos retidos à chegada nos aeroportos. Não vale a pena o incómodo.
Documentos e dinheiro
Na bolsa do dia vão as cópias; o passaporte, o MNE aconselha deixá-lo no cofre do hotel. Antes de partir, confirme o que precisa para entrar no país no nosso artigo sobre o visto para o Egito. Leve também:
- notas pequenas para gorjetas, que fazem parte do dia a dia egípcio;
- dois cartões bancários guardados em sítios diferentes;
- uma bolsa que feche bem, de usar à frente do corpo nos mercados.
Deixe espaço para o regresso
Os mercados egípcios são uma tentação: especiarias, algodão, papiros, lanternas de latão, perfumes em frascos de vidro soprado. Se for comprar, deixe espaço na mala ou leve um saco dobrável. Embrulhe bem os objetos de vidro na roupa e, se comprar algo antigo ou de valor, peça sempre fatura e confirme que pode sair do país.
Antes de ir
- Roupa: leve e larga, ombros e joelhos cobertos fora dos hotéis.
- Lenço grande: para mesquitas, sol, vento e frio.
- Camadas: casaco ou camisola quente, sobretudo de novembro a março.
- Calçado: sapatos fechados já usados e umas sandálias.
- Sol: chapéu, óculos, protetor solar.
- Saúde: medicamentos habituais, farmácia básica, seguro de viagem.
- Tecnologia: bateria externa; adaptador normalmente dispensável; drone fica em casa.
- Documentos: passaporte com pelo menos seis meses de validade, visto tratado, cópias digitais.
Mala feita, rumo ao Nilo
Com a mala pronta, falta o melhor: subir a bordo. Na experiência O Nilo em felucca, em Luxor, a manhã é dedicada a Karnak e ao Vale dos Reis com um egiptólogo (é aqui que os sapatos confortáveis e o chapéu fazem diferença) e a tarde passa-se à vela até ao pôr do sol, com chá a bordo e um casaco leve à mão para o regresso ao cais. Para ver mais propostas no país, visite a nossa página do Egito.