Os portugueses precisam de visto para o Egito, mas tratar dele é simples. Explicamos as duas vias, visto à chegada ou e-Visa no portal oficial, que documentos levar e os erros que mais atrasam quem chega ao aeroporto.
Sim, os portugueses precisam de visto para o Egito, mas não é motivo para perder o sono. Com passaporte comum português há duas formas de o tratar: pedir um e-Visa pela internet antes de partir, no portal oficial do governo egípcio, ou comprar o visto de turismo à chegada, num dos aeroportos internacionais do país. Neste guia explicamos as duas vias, o que diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros à data de outubro de 2026, que documentos levar e os pequenos erros que mais fazem perder tempo na fila do aeroporto.
Precisa de visto para o Egito? A resposta curta
Segundo os conselhos aos viajantes do Portal das Comunidades, os cidadãos portugueses com passaporte comum precisam de visto para entrar no Egito. O visto de turismo pode ser obtido de duas maneiras:
- à chegada, nos balcões de vistos dos aeroportos internacionais egípcios;
- antes da viagem, como e-Visa, no portal oficial visa2egypt.gov.eg.
Em qualquer dos casos, o primeiro requisito é o mesmo: um passaporte válido.
Passaporte para o Egito: a regra dos seis meses
O MNE indica que o passaporte deve ter uma validade mínima de seis meses a contar da data de entrada no Egito. O portal do e-Visa pede o mesmo. É a regra que mais apanha viajantes desprevenidos, porque o passaporte parece válido mas, contas feitas a partir do dia da chegada, já não chega.
Antes de comprar o voo, abra o passaporte na página dos dados e faça a conta. Se a validade estiver no limite, trate da renovação primeiro; a viagem agradece. Convém também que o passaporte tenha páginas livres para os carimbos e para o visto.
Para entrar no Egito, o documento é o passaporte. O cartão de cidadão, que serve para muitas viagens na Europa, não substitui o passaporte neste caso.
Opção 1: o visto à chegada
É a via mais usada por quem chega de avião a um dos grandes aeroportos, como o do Cairo, e a que exige menos preparação. Segundo o Portal das Comunidades, à data de outubro de 2026:
- o visto de turismo à chegada custa 36 dólares americanos, para uma entrada;
- o pagamento faz-se em numerário, em moeda estrangeira, nos balcões de emissão de vistos;
- os balcões estão abertos 24 horas por dia nos aeroportos internacionais;
- a partir de 1 de janeiro de 2027, o valor sobe para 39 dólares ou euros.
Estes valores mudam com alguma frequência, por isso confirme-os no portal do MNE pouco antes de viajar.
Dicas para não perder tempo
- Leve o valor certo em notas. Notas em bom estado, sem rasgões, e de preferência sem precisar de troco. Contar com um multibanco antes do controlo de passaportes é arriscado.
- Trate do visto antes da fila do controlo. Em regra, o visto compra-se nos balcões próprios e só depois se segue para o controlo de passaportes; siga as placas ou pergunte logo à saída do avião.
- Desconfie de quem se oferece para "ajudar". Nos aeroportos há serviços legítimos de assistência à chegada, mas também quem cobre por algo que pode fazer sozinho em poucos minutos. Se tiver um transfer ou uma agência, siga as indicações que lhe deram.
Opção 2: o e-Visa egípcio
O e-Visa é o mesmo visto de turismo, mas pedido e pago pela internet antes da viagem. O único sítio oficial para o fazer é o portal do governo egípcio, visa2egypt.gov.eg. Segundo o MNE, o pedido deve ser feito com uma antecedência mínima de sete dias em relação à partida.
Como funciona o pedido
- Entre no portal oficial e crie uma conta.
- Preencha os dados pessoais e do passaporte exatamente como estão no documento.
- Escolha o tipo de visto de turismo: o portal distingue entre uma entrada e várias entradas.
- Pague com cartão de crédito ou de débito.
- Quando o visto for aprovado, recebe uma ligação para descarregar o documento.
O portal indica ainda que, além do passaporte, pode ser pedido um itinerário da viagem e, para turistas, as reservas de hotel ou os locais a visitar. Leve o e-Visa impresso e também guardado no telemóvel. Tal como no visto à chegada, as autoridades de fronteira egípcias mantêm o direito de recusar a entrada, mesmo a quem tem e-Visa, por isso tenha os restantes documentos à mão.
Atenção aos sites que imitam o oficial
Ao pesquisar "e-visa egito" aparecem vários sites com aspeto oficial que tratam do pedido por si, cobrando bastante mais do que o valor do visto. Não são necessariamente fraudes, mas são intermediários. Confirme sempre que o endereço é visa2egypt.gov.eg antes de introduzir os dados do cartão. As taxas do e-Visa são as que o portal oficial mostrar no momento do pedido.
Visto à chegada ou e-Visa: qual escolher?
Não há uma resposta única. Depende do tipo de viagem e de quanto gosta de ter tudo resolvido antes de sair de casa.
- Viagem de última hora (menos de sete dias): visto à chegada, porque o e-Visa já não cumpre a antecedência recomendada.
- Gosta de chegar com tudo tratado: e-Visa, para ir direto ao controlo de passaportes com o documento impresso.
- Vai sair e voltar a entrar no Egito (por exemplo, numa viagem combinada com outro país): veja no portal oficial o visto de várias entradas; à chegada, o MNE refere apenas o visto de uma entrada.
- Não quer andar com notas estrangeiras: e-Visa, pago com cartão.
- Viagem organizada: pergunte à agência o que está previsto; muitas vezes a assistência no aeroporto inclui o visto.
Documentos para o Egito: o que levar, sendo português
Além do passaporte e do visto, a pasta de documentos para o Egito deve ter:
- bilhete de regresso ou de continuação de viagem, em papel ou no telemóvel;
- reservas de alojamento ou o programa da viagem, sobretudo se pediu e-Visa;
- seguro de viagem com despesas médicas e repatriamento, que o MNE recomenda;
- cópias do passaporte e do visto, em papel e em formato digital, enviadas também para o seu e-mail;
- contactos úteis: seguro, alojamento e a página do MNE com os contactos da Embaixada de Portugal no Cairo.
O MNE aconselha ainda a deixar o passaporte no cofre do hotel durante a estadia e a andar com uma cópia. E, antes de partir, a registar a viagem na aplicação Registo Viajante, para que as autoridades portuguesas o possam contactar em caso de emergência.
Quanto tempo pode ficar no Egito
O visto de turismo permite, em regra, uma estadia de 30 dias, que chega para a grande maioria das viagens. Se precisar de ficar mais tempo, o MNE indica que a prorrogação deve ser pedida no Egito, antes de o visto expirar. Ficar além do prazo sem tratar disso pode trazer problemas à saída, por isso, se o plano mudar a meio da viagem, resolva o assunto logo.
Erros comuns que atrasam a entrada
- Passaporte com menos de seis meses de validade a contar da chegada.
- Dados do e-Visa diferentes dos do passaporte (um apelido a menos, uma data trocada).
- E-Visa pedido num site intermediário, a pensar que era o oficial.
- Chegar sem numerário em moeda estrangeira para o visto à chegada.
- Confiar em informação de fóruns antigos: os valores e as regras mudaram várias vezes nos últimos anos.
Antes de ir
- Confirme a validade do passaporte: seis meses a partir da data de entrada.
- Decida a via: e-Visa com pelo menos sete dias de antecedência, ou visto à chegada com o valor em numerário.
- Use só o portal oficial visa2egypt.gov.eg para o e-Visa.
- Confirme os valores no Portal das Comunidades na semana da partida (à data de outubro de 2026, 36 dólares à chegada; 39 dólares ou euros a partir de 1 de janeiro de 2027).
- Imprima o e-Visa e guarde cópias digitais de tudo.
- Faça o seguro de viagem e registe-se na aplicação Registo Viajante.
Com o visto tratado, falta o melhor
Resolvida a parte da papelada, o Egito começa a sério. Uma boa maneira de o sentir é em Luxor, com a experiência O Nilo em felucca: manhã em Karnak e no Vale dos Reis com um egiptólogo, almoço num terraço sobre o rio e uma tarde de vela tradicional até ao pôr do sol, em grupos de no máximo oito pessoas. Para outras ideias de viagem no país, veja a nossa página do Egito.