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Blog · Egito

Visto para o Egito: como tratar sendo português

05 Outubro 2026 · 7 min de leitura

Visto para o Egito: como tratar sendo português

Os portugueses precisam de visto para o Egito, mas tratar dele é simples. Explicamos as duas vias, visto à chegada ou e-Visa no portal oficial, que documentos levar e os erros que mais atrasam quem chega ao aeroporto.

Sim, os portugueses precisam de visto para o Egito, mas não é motivo para perder o sono. Com passaporte comum português há duas formas de o tratar: pedir um e-Visa pela internet antes de partir, no portal oficial do governo egípcio, ou comprar o visto de turismo à chegada, num dos aeroportos internacionais do país. Neste guia explicamos as duas vias, o que diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros à data de outubro de 2026, que documentos levar e os pequenos erros que mais fazem perder tempo na fila do aeroporto.

Precisa de visto para o Egito? A resposta curta

Segundo os conselhos aos viajantes do Portal das Comunidades, os cidadãos portugueses com passaporte comum precisam de visto para entrar no Egito. O visto de turismo pode ser obtido de duas maneiras:

  • à chegada, nos balcões de vistos dos aeroportos internacionais egípcios;
  • antes da viagem, como e-Visa, no portal oficial visa2egypt.gov.eg.

Em qualquer dos casos, o primeiro requisito é o mesmo: um passaporte válido.

Passaporte para o Egito: a regra dos seis meses

O MNE indica que o passaporte deve ter uma validade mínima de seis meses a contar da data de entrada no Egito. O portal do e-Visa pede o mesmo. É a regra que mais apanha viajantes desprevenidos, porque o passaporte parece válido mas, contas feitas a partir do dia da chegada, já não chega.

Antes de comprar o voo, abra o passaporte na página dos dados e faça a conta. Se a validade estiver no limite, trate da renovação primeiro; a viagem agradece. Convém também que o passaporte tenha páginas livres para os carimbos e para o visto.

Para entrar no Egito, o documento é o passaporte. O cartão de cidadão, que serve para muitas viagens na Europa, não substitui o passaporte neste caso.

Opção 1: o visto à chegada

É a via mais usada por quem chega de avião a um dos grandes aeroportos, como o do Cairo, e a que exige menos preparação. Segundo o Portal das Comunidades, à data de outubro de 2026:

  • o visto de turismo à chegada custa 36 dólares americanos, para uma entrada;
  • o pagamento faz-se em numerário, em moeda estrangeira, nos balcões de emissão de vistos;
  • os balcões estão abertos 24 horas por dia nos aeroportos internacionais;
  • a partir de 1 de janeiro de 2027, o valor sobe para 39 dólares ou euros.

Estes valores mudam com alguma frequência, por isso confirme-os no portal do MNE pouco antes de viajar.

Dicas para não perder tempo

  • Leve o valor certo em notas. Notas em bom estado, sem rasgões, e de preferência sem precisar de troco. Contar com um multibanco antes do controlo de passaportes é arriscado.
  • Trate do visto antes da fila do controlo. Em regra, o visto compra-se nos balcões próprios e só depois se segue para o controlo de passaportes; siga as placas ou pergunte logo à saída do avião.
  • Desconfie de quem se oferece para "ajudar". Nos aeroportos há serviços legítimos de assistência à chegada, mas também quem cobre por algo que pode fazer sozinho em poucos minutos. Se tiver um transfer ou uma agência, siga as indicações que lhe deram.

Opção 2: o e-Visa egípcio

O e-Visa é o mesmo visto de turismo, mas pedido e pago pela internet antes da viagem. O único sítio oficial para o fazer é o portal do governo egípcio, visa2egypt.gov.eg. Segundo o MNE, o pedido deve ser feito com uma antecedência mínima de sete dias em relação à partida.

Como funciona o pedido

  1. Entre no portal oficial e crie uma conta.
  2. Preencha os dados pessoais e do passaporte exatamente como estão no documento.
  3. Escolha o tipo de visto de turismo: o portal distingue entre uma entrada e várias entradas.
  4. Pague com cartão de crédito ou de débito.
  5. Quando o visto for aprovado, recebe uma ligação para descarregar o documento.

O portal indica ainda que, além do passaporte, pode ser pedido um itinerário da viagem e, para turistas, as reservas de hotel ou os locais a visitar. Leve o e-Visa impresso e também guardado no telemóvel. Tal como no visto à chegada, as autoridades de fronteira egípcias mantêm o direito de recusar a entrada, mesmo a quem tem e-Visa, por isso tenha os restantes documentos à mão.

Atenção aos sites que imitam o oficial

Ao pesquisar "e-visa egito" aparecem vários sites com aspeto oficial que tratam do pedido por si, cobrando bastante mais do que o valor do visto. Não são necessariamente fraudes, mas são intermediários. Confirme sempre que o endereço é visa2egypt.gov.eg antes de introduzir os dados do cartão. As taxas do e-Visa são as que o portal oficial mostrar no momento do pedido.

Visto à chegada ou e-Visa: qual escolher?

Não há uma resposta única. Depende do tipo de viagem e de quanto gosta de ter tudo resolvido antes de sair de casa.

  • Viagem de última hora (menos de sete dias): visto à chegada, porque o e-Visa já não cumpre a antecedência recomendada.
  • Gosta de chegar com tudo tratado: e-Visa, para ir direto ao controlo de passaportes com o documento impresso.
  • Vai sair e voltar a entrar no Egito (por exemplo, numa viagem combinada com outro país): veja no portal oficial o visto de várias entradas; à chegada, o MNE refere apenas o visto de uma entrada.
  • Não quer andar com notas estrangeiras: e-Visa, pago com cartão.
  • Viagem organizada: pergunte à agência o que está previsto; muitas vezes a assistência no aeroporto inclui o visto.

Documentos para o Egito: o que levar, sendo português

Além do passaporte e do visto, a pasta de documentos para o Egito deve ter:

  • bilhete de regresso ou de continuação de viagem, em papel ou no telemóvel;
  • reservas de alojamento ou o programa da viagem, sobretudo se pediu e-Visa;
  • seguro de viagem com despesas médicas e repatriamento, que o MNE recomenda;
  • cópias do passaporte e do visto, em papel e em formato digital, enviadas também para o seu e-mail;
  • contactos úteis: seguro, alojamento e a página do MNE com os contactos da Embaixada de Portugal no Cairo.

O MNE aconselha ainda a deixar o passaporte no cofre do hotel durante a estadia e a andar com uma cópia. E, antes de partir, a registar a viagem na aplicação Registo Viajante, para que as autoridades portuguesas o possam contactar em caso de emergência.

Quanto tempo pode ficar no Egito

O visto de turismo permite, em regra, uma estadia de 30 dias, que chega para a grande maioria das viagens. Se precisar de ficar mais tempo, o MNE indica que a prorrogação deve ser pedida no Egito, antes de o visto expirar. Ficar além do prazo sem tratar disso pode trazer problemas à saída, por isso, se o plano mudar a meio da viagem, resolva o assunto logo.

Erros comuns que atrasam a entrada

  • Passaporte com menos de seis meses de validade a contar da chegada.
  • Dados do e-Visa diferentes dos do passaporte (um apelido a menos, uma data trocada).
  • E-Visa pedido num site intermediário, a pensar que era o oficial.
  • Chegar sem numerário em moeda estrangeira para o visto à chegada.
  • Confiar em informação de fóruns antigos: os valores e as regras mudaram várias vezes nos últimos anos.

Antes de ir

  • Confirme a validade do passaporte: seis meses a partir da data de entrada.
  • Decida a via: e-Visa com pelo menos sete dias de antecedência, ou visto à chegada com o valor em numerário.
  • Use só o portal oficial visa2egypt.gov.eg para o e-Visa.
  • Confirme os valores no Portal das Comunidades na semana da partida (à data de outubro de 2026, 36 dólares à chegada; 39 dólares ou euros a partir de 1 de janeiro de 2027).
  • Imprima o e-Visa e guarde cópias digitais de tudo.
  • Faça o seguro de viagem e registe-se na aplicação Registo Viajante.

Com o visto tratado, falta o melhor

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