Duas semanas chegam para ver a Tailândia inteira sem correr: templos e comida de rua em Bangkok, montanhas e santuários em Chiang Mai, e cinco dias de mar entre Phuket, Phi Phi e Krabi. O roteiro dia a dia, com uma versão de 10 dias.
Quinze dias são a medida certa para a primeira viagem à Tailândia. Chegam para juntar as três faces do país, a capital que nunca dorme, o Norte verde dos templos de montanha e as ilhas de calcário do mar de Andamão, sem passar metade do tempo em aeroportos. Este roteiro da Tailândia em 15 dias organiza a viagem em três blocos, explica como ligar cada um ao seguinte e deixa margem para o que mais importa numa viagem destas: parar. No fim, mostramos também como encolher tudo para uma Tailândia em 10 dias.
A lógica do roteiro: três blocos, dois voos internos
A Tailândia é comprida, e a tentação é querer ver tudo. O segredo de um bom itinerário na Tailândia é aceitar que não vai ver tudo e escolher bem. Esta proposta divide as duas semanas assim:
- Bangkok (3 noites), para aterrar, acertar o relógio e mergulhar na cidade.
- O Norte, com base em Chiang Mai (4 noites), para templos, montanha e uma manhã com elefantes feita da forma certa.
- As ilhas do Andamão (6 noites), entre Phuket, Phi Phi e Krabi, para o mar.
As ligações entre blocos fazem-se de avião. O voo de Bangkok para Chiang Mai demora cerca de uma hora, e há voos diretos de Chiang Mai para Phuket, com pouco mais de duas horas de duração. Quem tiver tempo e gosto pela viagem lenta pode trocar o primeiro voo pelo comboio noturno, que leva entre dez e catorze horas consoante o serviço. É uma experiência em si, mas come um dia inteiro.
Uma nota sobre a época: este roteiro foi pensado para os meses entre novembro e abril, quando o mar de Andamão está mais calmo e o Norte tem dias secos e noites frescas. Fora dessa janela, funciona melhor trocar as ilhas do Andamão pelas do golfo.
Dias 1 a 3: Bangkok, a porta de entrada
Dia 1 — Chegada. Não há voos diretos entre Portugal e a Tailândia, por isso conte com uma escala e com uma chegada cansada. Guarde o primeiro dia para pouco: um passeio curto perto do hotel, um jantar de rua e cama cedo. O corpo agradece no resto da viagem.
Dia 2 — A Bangkok dos reis. Comece cedo na ilha de Rattanakosin, o centro histórico, onde ficam o Grande Palácio e o templo do Buda de Esmeralda. Ali perto está o Wat Pho, com o enorme Buda reclinado. Ao fim da tarde, atravesse o rio Chao Phraya num dos pequenos barcos de travessia até ao Wat Arun, o Templo da Aurora, que fica ainda mais bonito quando o sol desce. Leve roupa que cubra ombros e joelhos: é obrigatória nos templos e no palácio.
Dia 3 — Mercados, canais e Chinatown. Use os barcos do Chao Phraya como transporte, que são baratos, rápidos e dão a melhor vista da cidade. Se for fim de semana, o mercado de Chatuchak merece uma manhã. À noite, Yaowarat, a Chinatown de Bangkok, é a melhor sala de jantar ao ar livre da cidade. Quem preferir trocar a cidade por história pode usar este dia para ir a Ayutthaya, a antiga capital do reino, fácil de visitar num dia a partir de Bangkok.
Dias 4 a 7: Chiang Mai e o Norte
Dia 4 — Voo para Chiang Mai. Voo de manhã e tarde na cidade antiga, rodeada de muralhas e de um fosso. Há templos a cada esquina, e os mais conhecidos, o Wat Phra Singh e as ruínas imponentes do Wat Chedi Luang, ficam a poucos minutos a pé um do outro. Ao contrário de Bangkok, aqui tudo se faz devagar.
Dia 5 — Doi Suthep e a montanha. O templo de Doi Suthep, no alto da montanha que vigia a cidade, é a visita obrigatória do Norte. Suba de manhã, antes do calor e dos grupos, e desça para um almoço de khao soi, a sopa de caril com massa que é o prato-assinatura da região. Se for domingo, não falte ao mercado de rua que ocupa a cidade antiga ao fim da tarde.
Dia 6 — Elefantes, mas da forma certa. É aqui que muitos viajantes querem ver elefantes, e é aqui que mais vale escolher bem. As organizações de bem-estar animal, como a World Animal Protection, recomendam locais só de observação: sem montar, sem banhos com turistas, sem alimentar à mão e sem espetáculos. Vê-se menos de perto, mas vê-se elefantes a comportarem-se como elefantes. À tarde, uma aula de cozinha tailandesa é uma boa forma de levar a viagem para casa.
Dia 7 — Chiang Rai ou Doi Inthanon. Duas opções para o último dia no Norte. Chiang Rai fica a cerca de três horas e meia de autocarro e tem o Templo Branco, o Templo Azul e a Casa Negra, três obras de arte contemporânea que dividem opiniões e que ninguém esquece. Doi Inthanon, a montanha mais alta da Tailândia, oferece cascatas, florestas e um ar fresco que parece de outro país. Ambas pedem um dia inteiro; com motorista, ganha-se tempo e conforto.
Dias 8 a 13: as ilhas do mar de Andamão
Dia 8 — Voo para Phuket. Do Norte voa-se diretamente para o Sul. Phuket é a maior ilha do país e uma boa primeira paragem: tem praias para todos os gostos, miradouros sobre o mar e uma cidade velha de casas sino-portuguesas pintadas de cores vivas. Fique numa praia mais tranquila do que Patong se procurar descanso.
Dia 9 — Phuket ao seu ritmo. Praia, massagem e um passeio pela cidade velha ao fim da tarde. Depois de uma semana de templos, é o dia para não ter plano.
Dias 10 e 11 — Phi Phi. De Phuket a Phi Phi o barco leva entre uma e duas horas, consoante seja rápido ou ferry. Aqui as falésias fecham as baías e a água ganha cores difíceis de acreditar. Durma pelo menos duas noites, para ver as baías de manhã cedo, antes de chegarem os barcos de excursão.
Dias 12 e 13 — Krabi. Mais um barco, de cerca de hora e meia, leva-o ao continente. Krabi tem os picos de calcário mais fotogénicos da costa e é a base ideal para saltar de ilha em ilha num barco longtail ou para chegar a Railay, uma península a que só se chega por mar.
Dias 14 e 15: regresso por Bangkok
Dia 14 — De Krabi a Bangkok. Um voo curto leva-o de volta à capital. Use a última noite para o que ficou por fazer: um bar num terraço, um mercado noturno, as compras de última hora.
Dia 15 — Voo para Portugal. Se o voo de regresso for à noite, ainda dá para uma última manhã de rio ou de massagem.
Tailândia em 10 dias: a versão mais curta
Com dez dias, o melhor é cortar um bloco em vez de encurtar os três. Há duas boas versões:
- Cidade e praia: 3 noites em Bangkok e 6 noites entre Phuket, Phi Phi e Krabi. É a escolha certa para uma primeira viagem com foco no descanso.
- Cidade e Norte, com uma pitada de mar: 2 noites em Bangkok, 4 em Chiang Mai e 3 numa única ilha, por exemplo Krabi. Mais cultura, menos areia.
O que não recomendamos é fazer as três regiões em dez dias. Cada mudança custa meio dia entre malas, aeroportos e barcos, e a viagem transforma-se numa sucessão de check-ins.
Tailândia em 2 semanas: erros a evitar
- Mudar de hotel todas as noites. Duas noites por sítio é o mínimo para descansar a sério.
- Esquecer a época das chuvas. A Tailândia tem duas costas com calendários diferentes. Confirme qual delas está seca no mês da sua viagem antes de reservar barcos.
- Ir a sítios de elefantes com contacto direto. Montar e dar banho a elefantes parece inofensivo, mas não é. Prefira a observação.
- Encher os dias de excursões. O melhor da Tailândia acontece muitas vezes entre visitas: um mercado que não estava no plano, uma conversa num barco, uma tarde que se estica.
Antes de ir
- Entrada: desde 15 de setembro de 2026, os portugueses com passaporte comum podem entrar na Tailândia sem visto para estadias de turismo até 30 dias, o que chega para este roteiro. Pode ser pedido o bilhete de saída do país dentro desse prazo. Confirme sempre as regras atualizadas no Portal das Comunidades antes de viajar.
- TDAC: o cartão digital de chegada é obrigatório e preenche-se online, gratuitamente, nos três dias anteriores à chegada, no site oficial da imigração tailandesa. Desconfie de sites que cobram por ele.
- Passaporte: verifique a validade antes de reservar.
- Voos internos: reserve com antecedência os voos de Bangkok para Chiang Mai e de Chiang Mai para Phuket, sobretudo na época alta.
- Roupa: leve peças leves que cubram ombros e joelhos para os templos, e um casaco fino para as noites do Norte entre dezembro e fevereiro.
- Seguro de viagem: com coberturas de saúde, essencial num país onde vai andar de barco e de mota-táxi.
Comece pelas ilhas, acrescente o resto
Se a parte que mais o atrai é o mar, a nossa experiência Tailândia de ilha em ilha faz exatamente o bloco do Sul deste roteiro: doze dias entre Phuket, Phi Phi e Krabi, com hotel e regime à sua escolha em cada paragem, e um voo de Krabi para Bangkok para acabar a viagem nas ruas da capital. Os voos de ida e volta, o voo interno e o seguro de viagem estão incluídos. Para ver tudo o que propomos no país, visite a página do destino Tailândia.