Voos, hotéis, barcos entre ilhas, comida de rua, parques nacionais e câmbio: um guia honesto para perceber quanto custa ir à Tailândia e como montar um orçamento realista, sem números inventados.
Quanto custa ir à Tailândia? Muito menos do que parece em algumas coisas, e mais do que se espera noutras. A comida de rua e os transportes locais continuam acessíveis, mas o voo de Portugal, o alojamento na época alta e os passeios de barco entre ilhas podem pesar bastante. Em vez de lhe dar um número mágico que serviria para muito poucos viajantes, este guia mostra as rubricas que entram no orçamento, o que faz cada uma subir ou descer e onde é fácil poupar sem estragar a viagem. No fim, saberá fazer as contas à sua medida.
Porque não há um preço único
O preço de uma viagem à Tailândia depende de quatro escolhas, mais do que de qualquer outra coisa: quando vai, quanto tempo fica, onde dorme e quantas vezes muda de sítio. Duas semanas em dezembro, em resorts de praia e com três ilhas no roteiro, não têm nada a ver com duas semanas em junho, em pousadas familiares e com uma só base. Os dois roteiros são Tailândia, e os dois podem ser excelentes, mas o orçamento pode facilmente variar para o dobro ou mais.
Por isso, a forma mais honesta de responder é por partes.
1. Voos de Portugal
É normalmente a maior fatia da conta. A viagem de Portugal para a Tailândia faz-se habitualmente com pelo menos uma escala, em geral no Médio Oriente, noutra cidade europeia ou na Ásia. O preço muda muito com:
- A época: Natal, Ano Novo e férias escolares europeias são os períodos mais caros.
- A antecedência: para a época alta, reservar com vários meses de avanço faz diferença.
- O destino de chegada: voar diretamente para Phuket ou Krabi poupa um voo interno, mas nem sempre é mais barato do que chegar a Banguecoque.
- A bagagem incluída: compare tarifas com mala de porão, sobretudo se depois tiver voos internos.
Some ainda os voos internos, se o roteiro juntar Banguecoque, o norte e as ilhas. As companhias de baixo custo tailandesas têm muitas ligações, mas a bagagem costuma pagar-se à parte.
2. Alojamento
A Tailândia tem alojamento para todos os bolsos, de quartos simples em casas de família a resorts com piscina privada. Os fatores que mais pesam:
- Época alta ou baixa: no mar de Andamão, de novembro a abril é época alta, e o pico está entre o Natal e o início de janeiro. Na época das chuvas, os mesmos hotéis podem custar bem menos.
- Ilha ou continente: numa ilha pequena como Phi Phi, onde tudo chega de barco, o alojamento tende a ser mais caro do que em Krabi ou Phuket para o mesmo nível de conforto.
- Primeira linha de praia: o preço sobe muito quando o quarto dá diretamente para o mar.
- Regime: pequeno-almoço incluído é comum; meia pensão ou tudo incluído são menos habituais e nem sempre compensam, porque comer fora é barato e bom.
3. Comida
É onde a Tailândia surpreende pela positiva. Um prato de massa ou arroz numa banca de rua ou num restaurante local custa uma fração do que se paga em Portugal, e é muitas vezes a melhor comida da viagem. Os mercados noturnos permitem jantar a provar várias coisas sem gastar muito.
O orçamento sobe quando se come sobretudo em restaurantes de hotel, em zonas muito turísticas à beira-mar ou em restaurantes de cozinha ocidental. Os vinhos importados e alguns cocktails também podem custar mais do que se espera, porque o álcool importado paga impostos elevados.
4. Transportes e barcos entre ilhas
Dentro das cidades, os transportes são baratos: em Banguecoque, o metro de superfície e o metropolitano evitam o trânsito, e as aplicações de transporte mostram o preço antes da viagem. Os tuk-tuk são divertidos mas convém combinar o valor antes de entrar.
Nas ilhas, a conta é outra. Os ferries e lanchas rápidas entre Phuket, Phi Phi, Krabi e Koh Lanta são uma rubrica a sério, e os transferes entre aeroportos, cais e hotéis somam-se depressa, sobretudo em família. Planear menos mudanças de base é uma das formas mais eficazes de poupar.
5. Passeios, parques e atividades
As excursões de barco às ilhas, o snorkeling, o mergulho, as aulas de culinária ou de massagem tailandesa e as entradas em templos e palácios entram aqui. Duas notas úteis:
- Parques nacionais: muitas das praias e ilhas mais bonitas do Andamão estão dentro de parques nacionais, com taxa de entrada mais alta para estrangeiros do que para tailandeses. Por vezes já está incluída no preço da excursão, por vezes paga-se à parte, em dinheiro. Pergunte sempre.
- Lancha privada ou passeio em grupo: alugar um longtail só para si dá liberdade de horários, mas custa mais do que um lugar num barco partilhado.
6. Documentos, seguro e outras despesas
- Visto: desde 15 de setembro de 2026, os portugueses estão isentos de visto para turismo até 30 dias, segundo a Autoridade de Turismo da Tailândia. Para estadias mais longas, há custos de prorrogação ou de visto.
- Cartão digital de chegada (TDAC): é obrigatório e gratuito no site oficial da imigração tailandesa. Desconfie de sites que cobram por ele.
- Prova de meios: as embaixadas tailandesas indicam que quem entra com isenção de visto pode ter de mostrar meios de subsistência equivalentes a 20 000 bahts por pessoa ou 40 000 por família, além de bilhete de saída dentro do prazo, segundo a Embaixada Real da Tailândia em Doha (informação consultada em outubro de 2026). É raro ser pedida, mas convém estar preparado.
- Taxa de turismo: o governo tailandês anunciou há anos uma taxa de entrada para turistas estrangeiros, que tem sido sucessivamente adiada. À data de outubro de 2026, não encontrámos confirmação oficial de que já esteja a ser cobrada. Confirme antes de viajar.
- Seguro de viagem: indispensável, com boa cobertura de despesas médicas e de atividades no mar.
- Telemóvel e dados: um cartão SIM local ou eSIM é normalmente mais barato do que o roaming.
- Gorjetas: não são obrigatórias, mas é habitual deixar algo em massagens, barcos e restaurantes.
O câmbio e como pagar
A moeda é o baht tailandês. Como referência, em 26 de junho de 2026 a taxa de referência do Banco Central Europeu era de cerca de 38 bahts por euro; confirme o valor do dia antes de partir. Os levantamentos em multibanco tailandês costumam ter uma comissão fixa por operação, por isso compensa levantar menos vezes e quantias maiores. Nas ilhas e mercados, o dinheiro vivo continua a mandar; nos hotéis e lojas maiores, o cartão é aceite sem problemas.
Tailândia barato: onde poupar sem perder a viagem
- Viajar fora do pico: o início de dezembro, fevereiro ou março dão o mesmo bom tempo no Andamão que o Natal, com preços mais calmos.
- Menos bases, mais noites: três paragens em duas semanas saem mais baratas e cansam menos do que cinco.
- Comer como os locais: mercados noturnos e restaurantes de rua.
- Escolher a costa certa para a época: na época das chuvas, o golfo da Tailândia pode estar bom quando o Andamão está em época baixa, e vice-versa.
- Reservar o essencial com antecedência: voos e alojamento na época alta; os passeios podem ficar para decidir no local.
Antes de ir: a sua lista de rubricas
- Voos internacionais (com bagagem)
- Voos internos, se os houver
- Alojamento por paragem e por época
- Transferes entre aeroportos, cais e hotéis
- Barcos entre ilhas
- Comida e bebidas
- Excursões, parques nacionais e entradas
- Seguro de viagem
- Cartão SIM ou eSIM
- Gorjetas e imprevistos (reserve sempre uma margem)
Fazer as contas com quem conhece o caminho
Se preferir ter a parte mais pesada do orçamento tratada de uma vez, a nossa viagem Tailândia de ilha em ilha inclui os voos de ida e volta, o alojamento e regime que escolher em Phuket, Phi Phi e Krabi, o voo de Krabi para Banguecoque e o seguro de viagem. Ficam de fora os transferes, as excursões opcionais e as gratificações. O preço é sob consulta e depende das suas escolhas; pedimos-lhe as datas e as preferências e respondemos em menos de 24 horas. Para mais ideias, veja a página do destino Tailândia.