Entrámos nas oficinas de São Pedro do Corval para conhecer as mãos, os silêncios e as histórias que mantêm viva a maior comunidade oleira da Península.
Chega-se a São Pedro do Corval pela estrada estreita que sai de Reguengos. Há chaminés baixas, pilhas de vasos à porta e um cheiro a terra molhada que nos acompanha a manhã inteira.
Mãos que guardam memória
Na oficina do senhor Joaquim, a roda gira há mais de cinquenta anos. Ele não fala muito: mostra. O barro sobe-lhe entre os dedos e, em minutos, um prato ganha forma.
A mesa como ponto final
O dia termina à mesa, com pão alentejano, azeite da herdade vizinha e pratos acabados de sair do forno. É aqui que se percebe que a olaria não é decoração — é vida quotidiana.
“Aqui o tempo mede-se pelo barro que seca ao sol.”