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Blog · Alentejo

O Alentejo não se visita. Escuta-se.

Marta Valente · 12 Setembro 2026 · 6 min de leitura

O Alentejo não se visita. Escuta-se.

Entrámos nas oficinas de São Pedro do Corval para conhecer as mãos, os silêncios e as histórias que mantêm viva a maior comunidade oleira da Península.

Chega-se a São Pedro do Corval pela estrada estreita que sai de Reguengos. Há chaminés baixas, pilhas de vasos à porta e um cheiro a terra molhada que nos acompanha a manhã inteira.

Mãos que guardam memória

Na oficina do senhor Joaquim, a roda gira há mais de cinquenta anos. Ele não fala muito: mostra. O barro sobe-lhe entre os dedos e, em minutos, um prato ganha forma.

A mesa como ponto final

O dia termina à mesa, com pão alentejano, azeite da herdade vizinha e pratos acabados de sair do forno. É aqui que se percebe que a olaria não é decoração — é vida quotidiana.

“Aqui o tempo mede-se pelo barro que seca ao sol.”

Barro, mesa e memória

Viva esta história

Barro, mesa e memória

Uma manhã entre rodas de oleiro e uma mesa comprida ao sol.

Dia inteiro · cerca de 8 horas Máximo de 8 pessoas

€85 / pessoa

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