Falésias de calcário em Phi Phi, baías e escaladas em Krabi, sossego em Koh Lanta, conforto em Koh Samui. Um guia honesto para escolher entre as ilhas da Tailândia, com prós, contras e a melhor época de cada uma.
Escolher entre as ilhas da Tailândia é um daqueles problemas bons de ter. Phi Phi tem as falésias que aparecem em todos os cartazes, Krabi tem baías e picos de calcário para explorar de barco, Koh Lanta tem praias compridas e um ritmo lento, e do outro lado do país Koh Samui oferece conforto e um calendário de chuvas diferente. Não há uma ilha melhor do que as outras: há uma ilha certa para cada viagem. Este guia ajuda a perceber qual é a sua, e porque é que muitas vezes a melhor resposta é combinar duas ou três.
Primeiro, a geografia
Antes de comparar ilhas, convém saber que a Tailândia tem duas costas de praia no sul. A oeste fica o mar de Andamão, com Phuket, Krabi, Phi Phi e Koh Lanta, que está no seu melhor de novembro a abril. A leste fica o golfo da Tailândia, com Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao, que tem a época de chuvas mais forte no fim do ano e costuma estar bom quando o Andamão está na monção. Na prática, a época conta tanto como a ilha na hora de decidir.
Dentro de cada costa, as distâncias são curtas e os barcos frequentes, por isso é fácil saltar de uma ilha para a outra. Entre costas, já é preciso um voo ou uma travessia longa por terra e mar.
Koh Phi Phi: o cenário de postal
Koh Phi Phi é na verdade um pequeno arquipélago. A ilha habitada é Phi Phi Don, com uma faixa estreita de areia entre duas baías, onde se concentram hotéis, restaurantes e bares. Ao lado fica Phi Phi Leh, desabitada, com falésias a pique e a famosa Maya Bay, que ficou conhecida no cinema.
O que impressiona é a paisagem: paredes de calcário cobertas de verde a sair de água transparente, enseadas fechadas, um miradouro de onde se veem as duas baías de Phi Phi Don lado a lado. Chega-se de barco, a partir de Phuket ou de Krabi, e na ilha anda-se sobretudo a pé ou de longtail.
Para quem é: quem quer ver o lado mais espetacular do Andamão, fazer snorkeling e passeios de barco, e não se importa com movimento.
O que saber: é muito procurada, e o centro de Phi Phi Don tem vida noturna animada. Quem procura sossego deve escolher alojamento nas praias mais afastadas. Em Maya Bay, as regras do parque nacional não permitem nadar, e a praia fecha todos os anos a desembarques em agosto e setembro para recuperar.
Krabi: calcário, baías e base para explorar
Krabi não é uma ilha, é uma província no continente, mas é a porta de entrada para muitas delas. As bases mais procuradas são Ao Nang, uma vila de praia com muita oferta de hotéis e restaurantes, e Railay, uma península cercada por falésias que só se alcança de barco, o que lhe dá um ambiente quase de ilha.
O que Krabi tem de especial é a variedade. Há praias encaixadas entre paredes de calcário, como Phra Nang, grutas, trilhos até miradouros, escalada para todos os níveis em Railay e dezenas de ilhas pequenas espalhadas pela baía, a curta distância de longtail. Em terra, ficam ao alcance templos, fontes termais e floresta.
Para quem é: quem gosta de mexer-se, viajantes que querem uma base com muita escolha de alojamento e preços, famílias que preferem não mudar de hotel todos os dias.
O que saber: as praias do continente, como Ao Nang, têm menos encanto do que as das ilhas. O melhor de Krabi está a uma viagem de barco de distância, por isso conte com isso no orçamento e no tempo.
Koh Lanta: praias longas e ritmo lento
Koh Lanta, também na província de Krabi, é a ilha para quem quer abrandar. Na verdade são duas ilhas, Lanta Noi e Lanta Yai, ligadas por uma ponte. Chega-se por estrada, com uma curta travessia de ferry para carros a partir do continente, ou de barco a partir de Phi Phi e de outras ilhas na época alta.
A costa oeste de Lanta Yai é uma sucessão de praias compridas de areia clara, com pores do sol sobre o mar e hotéis espaçados. O interior é verde, com aldeias, plantações de borracha e comunidades muçulmanas e de pescadores que dão à ilha um carácter próprio. A sul, o parque nacional protege praias mais selvagens e um farol num promontório.
Para quem é: casais, famílias com crianças pequenas, quem quer praia, leitura e jantares tranquilos, e quem já conhece Phi Phi e procura o oposto.
O que saber: a paisagem é menos dramática do que em Phi Phi ou Railay, e a vida noturna é discreta. Para ver as falésias e os recifes, faz-se excursões de barco, por exemplo às ilhas de Koh Rok ou Koh Ngai, a partir da ilha.
Koh Samui: o golfo, com outro calendário
Koh Samui é a grande ilha do golfo da Tailândia e funciona de forma diferente das anteriores. Tem aeroporto próprio, muita oferta de hotéis, de pousadas simples a resorts de luxo, estradas à volta de toda a ilha e uma paisagem de coqueirais, colinas e praias largas. Daqui partem barcos para o Parque Marinho de Ang Thong, um conjunto de ilhas de calcário, e para as vizinhas Koh Phangan e Koh Tao.
Para quem é: quem viaja em julho ou agosto, quando o Andamão está na monção; quem procura conforto e boas ligações; quem quer juntar praia a mergulho em Koh Tao.
O que saber: de outubro a dezembro é a época mais chuvosa deste lado. Para viagens no Natal e Ano Novo, o Andamão é normalmente uma escolha mais segura.
Ilhas da Tailândia: comparação rápida
- Paisagem mais espetacular: Phi Phi, seguida de Railay, em Krabi.
- Mais sossego: Koh Lanta.
- Mais escolha de alojamento e preços: Krabi (Ao Nang) e Koh Samui.
- Melhor para famílias: Koh Lanta e Koh Samui, com praias largas e serviços.
- Melhor para atividades: Krabi, com escalada, kayak e ilhas por perto.
- Melhor época: Phi Phi, Krabi e Lanta de novembro a abril; Koh Samui de janeiro a agosto.
Combinar ilhas: a solução preferida
Na costa do Andamão, a forma mais natural de viajar é de ilha em ilha. Uma combinação clássica começa em Phuket, a porta de entrada com mais voos, passa uns dias em Phi Phi para as falésias e o mar, e segue para Krabi para explorar a baía e as ilhas pequenas. Koh Lanta encaixa bem antes ou depois de Krabi, para terminar a descansar.
Para viagens de cerca de duas semanas, duas ou três paragens chegam. Mais do que isso e passa demasiado tempo com a mala na mão e em barcos. E reserve pelo menos três noites em cada sítio, para ter margem se o mar não deixar sair num dia.
Antes de ir
- Escolha a costa pela época: Andamão de novembro a abril, golfo de janeiro a agosto.
- Barcos entre ilhas: em época baixa, algumas ligações reduzem frequência ou param; confirme sempre os horários perto da data.
- Parques nacionais: em várias praias e ilhas paga-se entrada de parque nacional; leve dinheiro em bahts.
- Protetor solar: prefira os amigos dos recifes; alguns ingredientes estão proibidos nos parques marinhos.
- Entrada no país: desde 15 de setembro de 2026, os portugueses entram sem visto para turismo até 30 dias, segundo a Autoridade de Turismo da Tailândia, e têm de preencher o cartão digital de chegada TDAC, gratuito, nos três dias antes de chegar.
- Seguro: com cobertura para atividades no mar e alterações por mau tempo.
Phuket, Phi Phi e Krabi numa só viagem
Se ficou dividido entre Phi Phi e Krabi, não precisa de escolher. A nossa viagem Tailândia de ilha em ilha junta Phuket, Phi Phi e Krabi, com hotel e regime à sua escolha em cada paragem, e termina em Banguecoque. Veja também a página do destino Tailândia.